Confissões de Computeiro

Um quase-diário de um quase-louco.

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Final de semana com a nata da Só Canelas

Publicado por EPTV 07 em 8 de Julho de 2008, Terça-feira

Estou turista esse final de semana. Até sexta fiquei em Pederneiras, depois fui para Botucatu e hoje fui pra Bauru antes de retornar a Pederneiras. No meio dessa orgia rodoviária, muita asneira rolou (óbvio). Então, mãos à obra!

Que Botucatu é a cidade mais alcóolatra que eu já vi e a única com um velório-shopping eu sabia desde a outra vez que fui pra lá. Agora, dessa vez eu desacreditei.
Sexta à noite fomos ao supermercado comprar as coisas para fazer um churrasco. Chegamos e fomos aos frios, onde uma bancada de vodcas dava as boas vindas. Uns 15 passos depois era a vez das pingas. Perto dos queijos, uma linda mesa de vinhos. No que perguntei para o Baldão porque não tinha o Santa Felicidade ali já que tinha tantos outros (é sério, tinha muito vinho) ele me responde:

“Não EPTV, a seção de vinhos é ali ó”

Foi aí que eu fui perceber que todas aquelas bancadas eram aperitivos, sugestões de compra combinada. Nas seções de bebidas mesmo é que tinha o grosso da coisa. E na seção de vinhos tinha tudo, menos o Santa Felicidade.
Depois disso, óbvio que me perdi do pessoal. Tentando encontrar eles cheguei na seção de cervejas. Só pra ficar nas importadas que eu lembro tinha Erdinger, Erdinger Extra Escura, Guiness, Stella Artois, Heineken…
Antes de reencontrá-los ainda passei pela seção de limpeza, que tinha ao lado uma bancada de… cerveja. Limpeza e cerveja? Tudo a ver. É super comum você ver uma empregada fazendo uma faxina tomando uma cervejinha só pra relaxar.
É, se resolvem fazer uma blitz em Botucatu vai lotar de bicicleta nas ruas.
***Três dias e 90 Km depois, hoje fomos levar a irmã do Osni fazer prova da Unesp em Bauru e aproveitar para pegar o rumo de Pederneiras. Chegamos cedo para almoçar com folga. Como eu não como no McDonald’s (argh), procuramos outro lugar pra comer. Decididos os pedidos vem a funcionária da lanchonete e informa que não estavam passando cartões por problemas na máquina. Assim começou nossa saga em busca de um almoço.
Para não atrasar as meninas, as levamos no McDonald’s para elas almoçarem e de lá as deixamos no local da prova. Dali rumamos para o Skinão – onde tem o verdadeiro Bauru -, que, de acordo com o Rego, a cada quadra mudava a localização.

“Não, agora lembrei, segue aquele Gol”

Chegamos… no médico dele.
Quando enfim encontramos o tal do Skinão ele estava fechado. No Habib’s menor não tinham os combinados.
Osni: “Tem trio?”
Moça do caixa: “Grill é do McDonald’s, senhor.”
Depois de muito rodar, fomos no Habib’s da Avenida das Nações e nos deliciamos com o Combinado 6: Beirute e suco.
Fui chegar em Pederneiras 15:30, cinco minutos depois de o ônibus para Sanca ter saído.

Para recordar:
- O treinamento de homem-aranha do Rego foi impagável. Estava o molecão andando em posição de blitz na chácara da vó do Osni quando, de repente, “a parede acabou”. O que se viu a seguir foi um tombo em câmera lenta.
- Ontem, fomos num barzinho que tem mais de 150 tipos de pingas diferentes (o que não chega a ser tão espantoso depois de dar uma voltinha no supermercado). Estávamos conversando normalmente quando o Rego começou a dar risada e olhar pra mim. Motivo: ele estava abrindo o pacotinho de sal em cima do meu joelho sem perceber. Depois terminou de fazer o serviço sabendo mesmo e dando risada.
- Todos que me olhavam: “Olha! A barba do EPTV é torta!”
- Rego contando: Outro dia morreu um parente minha vó e ela queria ir. Meus pais a levaram e depois de um tempinho de velório ela solta: “Ah, vamos embora! Tá chato…”

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Histórias do Seu Álvaro

Publicado por EPTV 07 em 2 de Novembro de 2007, Sexta-Feira

Volta pra casa é sempre bom, ainda mais quando se consegue a carona com o tio. E, bom, quando se tem um tio lesado como o meu, ela pode se tornar uma viagem ao fantástico mundo alvariano.
Mas antes deixe-me apresentá-lo. Álvaro, cinqüentão, aposentado, escritor (poeta), fotógrafo, tirou foto com diversas “celebridades” (Marta Suplicy, Geraldo Álckmin, Garota de Ipanema, e por aí vai), mestre pela UFSCar, sistemático e nervosinho. Atualmente tem dois empregos (!), um deles é de monitor em uma creche municipal.
Pois bem, estávamos viajando e ele contando as desventuras e esbravejos com a impressora dele, quando o assunto caiu no seu trabalho na creche. Quanta didática!
Contou do molequinho que adora morder as pessoas (“ele morde e não solta!”); da hora do banho (“vai todo mundo de cuequinha ou calcinha e segurando a cuequinha ou calcinha limpa numa mão”); da hora de dormir (“dou uma chupeta pra cada um e deixo uma música instrumental, assim que eles dormem eu tiro as chupetas e guardo no bolso”); enfim… Mas a melhor história é a do procedimento anti-brigas no banho.
Durante o banho, os pequenos ficam jogando água um no outro, e como bem sabemos (e fomos devidamente prevenidos pelos nossos familiares) “brincadeira de mão acaba em choro”. Para prevenir essas situações extremas, meu tio, com toda sua didática, desenvolveu a seguinte tática:
Quando eles começam a fazer bagunça ele diz, todo contente:
-Quem quer sabonete no olho!?!?
De súbito, as mãos dos pequenos param e os sorrisos dão lugar a expressões fantasmagóricas.
-Não tio, não.
Problema resolvido!
Olha, fiquei um bom tempo rindo, imaginando a cena, coitados…
***Ele contou, também, de sua infecção no olho. Tinha pego conjuntivite e quando ela curou apareceu essa infecção. Desde então está de licença (para alegria da criançada).
A história foi mais ou menos assim, ele tinha acabado de se curar da conjuntivite e foi em algum lugar numa tarde. Então, para usar o óculos de sol, tirou as lentes de contato e deixou no carro.
Quando voltou, “as lentes estavam assim (careta), esturricadas, duras”. O que ele fez? Deixou as lentes por dois dias no soro fisiológico. Segundo ele, como as lentes são gelatinosas, basta colocar soro por uns dias que elas voltam a ficar hidratadas.
O fato é que “ficou uma pontinha, acho que foi de ter ficado amassada por um tempo” e ela acabou lesionado o olho do mente brilhante.
No ato, minha tia virou e disse “depois não sabe porquê o olho ‘tá infeccionado!?”. Ele jura que não foi por causa disso.

Eita, essa é minha família!!!

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Final de semana memorável

Publicado por EPTV 07 em 26 de Agosto de 2007, Domingo

Pensa em uma semana tensa, cheia de altos e baixos. Da profunda tristeza à imensa alegria em quatro ou cinco dias, não é para qualquer um. A tristeza deixemos para Schopenhauer, sádicos e afins e vamos nos prender aos altos.
Ilustres visitantes, estamos o Osni, o Buzz, o Lucas (primo do Osni) e eu em uma visita internacional. IN-TER-NA-CI-O-NAL. Estou em Botucatu, na casa do Osni para o aniversário dele.
Olha, eu estava contente com a pracinha e a avenida da minha querida e grandiosa Cedral. Aqui tem uma igreja para cada quarteirão. Das duas uma: ou a cidade é de velhas beatas, ou aprontam tanto que têm medo de ir pro inferno. Aliás, o velório é master-big-supergigante. Chamam ele carinhosamente de “Shopping de Botucatu” e dizem que sempre está cheio.
Mas, como não viemos aqui para pontos turísticos fúnebres, fomos para a casa do Baldão jogar Guitar Hero. Sim, ele, a lenda, o cornochifrudolazarentodesgramado de um cara bacana pra caramba que me marcou.

“Baldão, esse é o EPTV”
“IPTUUUUUUUUUU (risada maligna)”

(Olha, me chamaram de um mol de siglas: IPVA, SPORTV, SPTV, ICMS…)
Enfim, depois de muito errar no GH, fomos para a casa do Baiano jogar sueca. Lá conheci, além do Baiano, o TC (que sempre confundo com PC), o Barbim, a mulher do Barbim e alguns outros seres dos quais não lembro os apelidos, mas se eu ver reconheço. E, é claro, fui zuado e roubado pra caralho, afinal de contas, eu era a bola da vez. Sim, fui roubado descaradamente. Um complô contra a minha humilde pessoa!
Mas não acaba por aí não. O aniversário foi no sábado, começou as 14hrs e terminou pra lá das 2hrs. Isso, aproximadamente doze horas de festa. Conheci outro tanto de pessoas (Dani, Lú, Gi, Ana, Nani, Pri, Ceará, Dallas,… putz, era muita gente). Eu e o Buzz ganhamos do Osni e do Nani no truco (muito patos viu). Meu, que galera bacana! Inesquecível…

***Agora em Sanca:
Antes de sair de viagem o Buzz tinha notado que a embreagem estava estranha. Fomos ao mecânico e ele nos garantiu que dava para ir e voltar da viagem tranqüilo. É, o cara deve ser parente da Mãe Diná, porque foi a gente chegar em Sanca e a embreagem estourou.
Chamamos, então, o Victor para guinchar o carro do Buzz até a casa do Osni, que fica a dois quarteirões e meio de onde o carro enguiçou. Acabou que o Ronaldo veio junto para ajudar a empurrar. E eram mais ou menos 23hrs quando o carro estava, enfim, estacionado na garagem. Subimos para o apê do Osni e começamos a contar as histórias do final de semana – não eram poucas.
Conversa vai, convesa vem e de súbito surgiu a idéia de jogar Presidente. Não paramos mais. Rimos como loucos a madrugada inteira, todos tirando onda em todos (eu fui o mais zuado). Acabei fechando meu final de semana com uma chave de ouro fenomenal, às 6hrs de hoje (27/08), quando paramos de jogar.

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