Confissões de Computeiro

Um quase-diário de um quase-louco.

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Boa música + boa companhia = festival fodástico

Publicado por EPTV 07 em 25 de Novembro de 2007, Domingo

Ontem fui com a Carol ao 1º Contato, um festival multimídia promovido pela Rádio UFSCar. Na antiga estação da FEPASA, hoje Centro Cultural, de São Carlos, se apresentaram mais de 20 bandas regionais, nacionais e internacionais.

Estava afim de ir mas ninguém dava sinal de que iria (final de semestre é sempre estressante) até eu convidar a Carol, que topou na hora. E lá fomos nós!
Chegamos por volta das 19hrs, o local estava cheio de roqueiros de oportunidade (aqueles, geralmente adolescentes, que andam normais o ano inteiro e quando tem um festival desses viram os roqueiros(as), com estilo gótico e camiseta da Avril Lavigne). Ah, já vi tudo, vai ser muito tosco.
Foi por o primeiro pé na estação e tudo mudou. Estava tocando a banda Tarja Preta, de São Carlos. Chegamos no final do show, mas deu pra ouvir uns solos muito bons, ver umas pessoas bacanas. Pouco antes de acabar, nos tocamos que estavam passando o som da próxima banda e o som vinha de trás. Não é que haviam dois palcos?! Acabava um show, começava outro atrás de você. Muito bom!
A banda que estava passando o som era os Dead Rocks, resumindo em uma frase: ninguém consegue ficar parado. Os caras são estilosos ao quadrado, todos de terno vermelho; gravata, calça e sapatos pretos; instrumentos vermelhos e topete com gel no melhor estilo Elvis Presley. Sensacional. Eu e a Carol parecíamos que tínhamos voltado às décadas de 50 e 60.
Volta e meia passava um trem, os maquinistas não entendiam nada mas todos buzinavam.
Acabou o show, começou outro de uma banda de São Carlos também, acho que foi o que menos gostei mas mesmo assim eram bons.
Depois começaram os internacionais. A primeira banda foi a americana The DT’s, com seu rock de garagem de muita qualidade e uma vocalista de voz rasgada. Uma das melhores bandas da noite, a galera foi à loucura. Ninguém estava esperando muita coisa, ninguém conhecia a banda. Logo nos primeiros acordes já se viam algumas mãos erguidas com o indicador e o mindinho levantados. Os mais exaltados chamavam a vocalista de gostosa, ela ficou sem entender nada, óbvio. Rock’n'roll baby!
No final da noite foi a vez de Daevid Allen e Gong Global Family (clique aqui ou aqui), com seu rock psicodélico experimental. O cara é doidão! Show fodástico.

Olha, posso me foder em algumas matérias esse semestre mas garanto que foi o melhor festival que já fui. Faria isso denovo sem o menor pingo de remorso.

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