Arquivo da categoria ‘causos’
Publicado por EPTV 07 em 12 de Fevereiro de 2009, Quinta-feira
Quinta-feira à noite, nada pra fazer, uma chuvinha sonolenta caindo. De repente a Larissa liga aqui em casa avisando que viria pra cá pra fazermos nada juntos. Conversa vai, conversa vem e eis que a dita cuja nos brinda com a seguinte pérola:
“Nossa, eu vi essa semana no Fantástico, vocês não acreditam. Um moleque de oito anos, ouve uma música dessas clássicas uma vez e toca igualzinho. Ou, o moleque é o Beethoven!
Ah, se o Beethoven escuta uma dessas…
P.S.: Quem tinha ouvido absoluto era o Mozart.
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Publicado por EPTV 07 em 30 de Dezembro de 2008, Terça-feira
Durante todo o ano o pessoal da rep. veio me mudando para eu ficar com menos cara de nerd. Não vou negar, a bagaça deu algum resultado. Agora falta engordar, o que se resolve comendo mais… ou fazendo exercícios, o que significa ir para a academia (e que leva a comer mais). Fato é que sempre odiei coisas que se repetem mas a pressão deles, do espelho, das fotos e vídeos é grande. A gota d’água foi quando minha mãe deu uma daquelas deixas que te deixam sem resposta: “Porquê você não vai na academia?”*. Me rendi.
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Publicado por EPTV 07 em 28 de Outubro de 2008, Terça-feira
É triste ter que por isso no blog, mas a Federal ganhou denovo a taça de campeã geral. E foi sem dúvida nenhuma muito melhor que ano passado. A rep. ficou lotada todos os dias, teve causo pra mais de metro, alopramos a galera e nos acabamos nas festas. Só não fui no Corso (Izabéééla, ano que vem eu vou, você vai ver).
Só estou postando agora porque 1º: só agora estou menos cansado e 2º: o tédio, aliado ao calor pornográfico que está em Sanca, não me deu alternativa.
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Publicado por EPTV 07 em 8 de Julho de 2008, Terça-feira
Estou turista esse final de semana. Até sexta fiquei em Pederneiras, depois fui para Botucatu e hoje fui pra Bauru antes de retornar a Pederneiras. No meio dessa orgia rodoviária, muita asneira rolou (óbvio). Então, mãos à obra!
Que Botucatu é a cidade mais alcóolatra que eu já vi e a única com um velório-shopping eu sabia desde a outra vez que fui pra lá. Agora, dessa vez eu desacreditei.
Sexta à noite fomos ao supermercado comprar as coisas para fazer um churrasco. Chegamos e fomos aos frios, onde uma bancada de vodcas dava as boas vindas. Uns 15 passos depois era a vez das pingas. Perto dos queijos, uma linda mesa de vinhos. No que perguntei para o Baldão porque não tinha o Santa Felicidade ali já que tinha tantos outros (é sério, tinha muito vinho) ele me responde:
“Não EPTV, a seção de vinhos é ali ó”
Foi aí que eu fui perceber que todas aquelas bancadas eram aperitivos, sugestões de compra combinada. Nas seções de bebidas mesmo é que tinha o grosso da coisa. E na seção de vinhos tinha tudo, menos o Santa Felicidade.
Depois disso, óbvio que me perdi do pessoal. Tentando encontrar eles cheguei na seção de cervejas. Só pra ficar nas importadas que eu lembro tinha Erdinger, Erdinger Extra Escura, Guiness, Stella Artois, Heineken…
Antes de reencontrá-los ainda passei pela seção de limpeza, que tinha ao lado uma bancada de… cerveja. Limpeza e cerveja? Tudo a ver. É super comum você ver uma empregada fazendo uma faxina tomando uma cervejinha só pra relaxar.
É, se resolvem fazer uma blitz em Botucatu vai lotar de bicicleta nas ruas.
***Três dias e 90 Km depois, hoje fomos levar a irmã do Osni fazer prova da Unesp em Bauru e aproveitar para pegar o rumo de Pederneiras. Chegamos cedo para almoçar com folga. Como eu não como no McDonald’s (argh), procuramos outro lugar pra comer. Decididos os pedidos vem a funcionária da lanchonete e informa que não estavam passando cartões por problemas na máquina. Assim começou nossa saga em busca de um almoço.
Para não atrasar as meninas, as levamos no McDonald’s para elas almoçarem e de lá as deixamos no local da prova. Dali rumamos para o Skinão – onde tem o verdadeiro Bauru -, que, de acordo com o Rego, a cada quadra mudava a localização.
“Não, agora lembrei, segue aquele Gol”
Chegamos… no médico dele.
Quando enfim encontramos o tal do Skinão ele estava fechado. No Habib’s menor não tinham os combinados.
Osni: “Tem trio?”
Moça do caixa: “Grill é do McDonald’s, senhor.”
Depois de muito rodar, fomos no Habib’s da Avenida das Nações e nos deliciamos com o Combinado 6: Beirute e suco.
Fui chegar em Pederneiras 15:30, cinco minutos depois de o ônibus para Sanca ter saído.
Para recordar:
- O treinamento de homem-aranha do Rego foi impagável. Estava o molecão andando em posição de blitz na chácara da vó do Osni quando, de repente, “a parede acabou”. O que se viu a seguir foi um tombo em câmera lenta.
- Ontem, fomos num barzinho que tem mais de 150 tipos de pingas diferentes (o que não chega a ser tão espantoso depois de dar uma voltinha no supermercado). Estávamos conversando normalmente quando o Rego começou a dar risada e olhar pra mim. Motivo: ele estava abrindo o pacotinho de sal em cima do meu joelho sem perceber. Depois terminou de fazer o serviço sabendo mesmo e dando risada.
- Todos que me olhavam: “Olha! A barba do EPTV é torta!”
- Rego contando: Outro dia morreu um parente minha vó e ela queria ir. Meus pais a levaram e depois de um tempinho de velório ela solta: “Ah, vamos embora! Tá chato…”
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Publicado por EPTV 07 em 16 de Abril de 2008, Quarta-feira
Essa aconteceu com o primo do Buzz…
Há alguns anos atrás ele foi morar nos Estados Unidos. Como o cara é um figura – segundo o Buzz, e eu acredito -, pensou logo em sacanear os estadunidenses. Coisa de brasileiro mesmo. Toda mulher que passava ele mexia, em português, óbvio.
- AÔ GOSTOSA!
- CREDO, QUE CANHÃO!
E as gringas não entendiam porra nenhuma.
No entanto, eis que o nosso meninão não ia ficar o resto da vida nos States e um belo dia voltou para o Brasil. Bom, daqui pra frente já dá pra imaginar, cagada na certa.
Ele estava no portão de sua casa quando passa uma mulher muito muito feia. No ato soltou a pérola bem do lado da dita cuja:
- QUE BARANGA!
Ela achou até que não era pra ela, de tão inesperado.
Cada uma que acontece viu!
P.S.: Agradecimentos especiais ao Buzz, que me contou essa história no meio da aula de Estruturas de Dados. O professor lá, explicando a matéria, e os dois retardados dando risada e soltando uns “que baranga!”.
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Publicado por EPTV 07 em 26 de Março de 2008, Quarta-feira
Estava eu ontem, belo e ditoso, jantando no RU e conhecendo uma garota da Bio. Conversa vai, conversa vem e ela me fez a clássica pergunta “De que cidade você é?”. Disse que sou de Cedral e já puxei respiração para emendar um “Você conhece Rio Preto? É vizinha, 15km antes…”. Mas não, a dita cuja tem parentes em Cedral!
- Eu sei onde é, tenho parentes lá, já fui lá também… Há uns dez anos.
E eu que achava que Cedral é como o Acre ou a Terra do Nunca, em que só os habitantes sabem onde fica. Fui achar esse ser logo aqui, numa janta e no RU!!!
Pronto, não aposto mais na mega sena, gastei minha sorte já.
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Publicado por EPTV 07 em 28 de Novembro de 2007, Quarta-feira
Estava eu na porta R.U. hoje, entrando para almoçar, quando vejo uma daquelas cenas que eu jurava que nunca veria: um senhor já de idade comendo e tomando uma Bohemia! Meu, naquele calor infernal, no R.U. (onde o máximo que você tem é um suco de amarelo bem doce ou aguado) e o cara tomando Bohemia… Sorte que ele tava com a boca toda suja de salada, isso deu um certo nojo que encobriu um pouco a indignação.
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Publicado por EPTV 07 em 2 de Novembro de 2007, Sexta-Feira
Volta pra casa é sempre bom, ainda mais quando se consegue a carona com o tio. E, bom, quando se tem um tio lesado como o meu, ela pode se tornar uma viagem ao fantástico mundo alvariano.
Mas antes deixe-me apresentá-lo. Álvaro, cinqüentão, aposentado, escritor (poeta), fotógrafo, tirou foto com diversas “celebridades” (Marta Suplicy, Geraldo Álckmin, Garota de Ipanema, e por aí vai), mestre pela UFSCar, sistemático e nervosinho. Atualmente tem dois empregos (!), um deles é de monitor em uma creche municipal.
Pois bem, estávamos viajando e ele contando as desventuras e esbravejos com a impressora dele, quando o assunto caiu no seu trabalho na creche. Quanta didática!
Contou do molequinho que adora morder as pessoas (“ele morde e não solta!”); da hora do banho (“vai todo mundo de cuequinha ou calcinha e segurando a cuequinha ou calcinha limpa numa mão”); da hora de dormir (“dou uma chupeta pra cada um e deixo uma música instrumental, assim que eles dormem eu tiro as chupetas e guardo no bolso”); enfim… Mas a melhor história é a do procedimento anti-brigas no banho.
Durante o banho, os pequenos ficam jogando água um no outro, e como bem sabemos (e fomos devidamente prevenidos pelos nossos familiares) “brincadeira de mão acaba em choro”. Para prevenir essas situações extremas, meu tio, com toda sua didática, desenvolveu a seguinte tática:
Quando eles começam a fazer bagunça ele diz, todo contente:
-Quem quer sabonete no olho!?!?
De súbito, as mãos dos pequenos param e os sorrisos dão lugar a expressões fantasmagóricas.
-Não tio, não.
Problema resolvido!
Olha, fiquei um bom tempo rindo, imaginando a cena, coitados…
***Ele contou, também, de sua infecção no olho. Tinha pego conjuntivite e quando ela curou apareceu essa infecção. Desde então está de licença (para alegria da criançada).
A história foi mais ou menos assim, ele tinha acabado de se curar da conjuntivite e foi em algum lugar numa tarde. Então, para usar o óculos de sol, tirou as lentes de contato e deixou no carro.
Quando voltou, “as lentes estavam assim (careta), esturricadas, duras”. O que ele fez? Deixou as lentes por dois dias no soro fisiológico. Segundo ele, como as lentes são gelatinosas, basta colocar soro por uns dias que elas voltam a ficar hidratadas.
O fato é que “ficou uma pontinha, acho que foi de ter ficado amassada por um tempo” e ela acabou lesionado o olho do mente brilhante.
No ato, minha tia virou e disse “depois não sabe porquê o olho ‘tá infeccionado!?”. Ele jura que não foi por causa disso.
Eita, essa é minha família!!!
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Publicado por EPTV 07 em 24 de Setembro de 2007, Segunda-feira
Em meio a pernas doloridas por incessantes caminhadas, ser incontavelmente zuado e dar calote na van e na padaria, posso dizer que sou uma nova pessoa. O TUSCA é assim, impossível ficar imune. Impossível não conter o grito de CAMPINEIRO VIADO ou de PAU NO CU DA USP. Muito bom isso! Fora as musiquinhas e gritos de guerra:
“Ei, mosquito, sai do holofote”
“Eu não prestei UNIFEI”
“Sobe na cadeira por causa da lagartixa
UNIBAMBI É BIXA, UNIBAMBI É BIXA
Gosta de churrasco só por causa da lingüiça
UNIBAMBI É BIXA, UNIBAMBI É BIXA
Vai no orelhão, não tem cartão, só usa ficha
UNIBAMBI É BIXA, UNIBAMBI É BIXA”
“Engenharia U-S-P. CAASO, CAASO, vai se fuder”
Lindo, lindo.
Quanto às zuadas, bom, eu não fui tão humilhado quanto o Rego, mas o páreo foi duro. Agora estou marcado pelo pessoal da Bio ad infinitum, sou alvo de cócegas pela Celina e, de quebra, tenho um ralado na canela. O Rego foi mais, coitado. O sotaque dele (tía, día, etc.) rende ótimas gargalhadas. Esqueceu por um segundo que estamos reparando e pimba, mais uma gargalhada.
Mas, como o espaço é pouco, as histórias são muitas e meu desconfiômetro está ligado, paro por aqui mesmo. Agora é só esperar pelo próximo TUSCA, que não sou louco de perder mais nenhum.
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Publicado por EPTV 07 em 10 de Setembro de 2007, Segunda-feira
Há dias em que o azar impera, segue relutante a todas as tentativas desesperadas de mudar seu destinho cruel. Hoje foi um deles. Começou com o lindo cheiro dos ratinhos do meu vizinho, que esqueceu a chave da casa dele e os deixou aqui. Pus no banheiro, pelo menos o fedor não se espalha pela casa.
No entanto, a santa inteligência do garotão aqui não previu que o cheiro, no banheiro, se concentra. Quase caí duro na hora de escovar os dentes. Se fosse nos Estados Unidos o quarteirão teria sido isolado por indícios de ataque terrorista.
Passado o susto e ainda atordoado, fui fazer o café. Pela manhã um cafézinho sempre vem a calhar, ainda mais quando se dorme tarde e acorda cedo. Após 45 segundos no microondas meu pretinho estava no ponto, no primeiro gole notei que estava mais amargo que de costume. Claro, estava sem açúcar e o café é extra-forte! Mais que depressa fui à caça do pacote de açúcar inexistente, já que ainda não fizemos a compra. Joguei o café fora, escovei os dentes (como aquelas titicas fedem) e me mandei pro ponto de ônibus.
Eu juro que vi bem grande um “UFSCar – Norte” no letreiro, mas ele fez um caminho estranho, deu a volta no cemitério, andou na área Sul e parou. “Moço, é o último ponto, você vai ter que sair”. Apaputaquepariu! Muito azar para um dia só.
O resto do dia se passou completamente normal (!), sem grandes surpresas. Mas como Murphy é muito meu amigo, seria muito estranho se mais nada acontecesse. Cheguei agora pouco em casa, varado de fome, pronto pra fazer um bom arroz com feijão. Lembra da compra? Pois é, o arroz acabou também.
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