Confissões de Computeiro

Um quase-diário de um quase-louco.

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Vergonha!

Publicado por EPTV 07 em 9 de Junho de 2009, Terça-feira

Foto: Márcio Fernandes

Foto: Márcio Fernandes

É ridículo como a mídia manipulou (manipula?!) as poucas informações que deu sobre o episódio de hoje na USP.
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Projeto de jogo educativo 2

Publicado por EPTV 07 em 28 de Novembro de 2007, Quarta-feira

Há algum tempo eu postei sobre um projeto de jogo educativo que o meu grupo de Introdução à Sociologia ia desenvolver. Pois bem, agora ele está pronto e se chama BRASIL DESCOBERTO: a História em segredos.
O site ficou bacana, com tutoriais sobre como jogar, pesquisar na internet e criar o seu próprio riddle, uma seção de sites úteis para pesquisa, enfim… Está bem simples. O mesmo eu acho que não posso dizer das charadas. Talvez exageramos um pouco na dificuldade. Durante a criação das charadas quase sempre achávamos que elas estavam fáceis demais. Acabou que a maioria está relativamente difícil para quem nunca jogou antes. Mas são poucas fases (se você quer descobrir quantas são, jogue!).
Espero que gostem!

Obs.: Vou deixar um link entre os Quase-links caso queiram entrar no jogo quando este post não estiver mais na primeira página.

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Reitoria ocupada

Publicado por EPTV 07 em 26 de Outubro de 2007, Sexta-Feira

Depois de três dias de ocupação, ontem houve uma reunião do ConsUni no Anfiteatro Norte, às 9:00, para fazer a votação. Nela, o reitor ignorou o pedido de vistas feito pelos alunos, considerando legítima a votação anterior, e continuou a votação iniciada sexta passada.
Em primeiro lugar, o projeto foi divulgado quinta passada (um dia antes da reunião) e deveria ser analisado e discutido antes de ser votado. Como em pouco menos de um dia é impossível fazer tudo isso de forma racional, os alunos protestaram durante a votação para interrompê-la e, assim, adiá-la. Mesmo assim, em meio a gritos e com quase ninguém escutando nada, foi “aprovada” a entrada da universidade no REUNI.
Pedimos, então, vistas. Pelo estatuto da UFSCar, quando se pede vistas deve-se anular a votação, discutir as propostas e remarcá-la. Acontece que, na reunião de ontem o reitor simplesmente ignorou o pedido e recomeçou a votação, do ponto onde tinha parado, sem ao menos declarar a pauta. Os alunos, novamente, começaram a protestar, gritando palavras de ordem para impedir a votação. No entanto, a votação continuou mesmo sem ninguém ouvir nada do que estava sendo votado. O REUNI foi aprovado dessa maneira.
***Logo após, os alunos se reuniram e fizeram outra assembléia, onde foi acertado que a ocupação continuará, uma vez que o movimento não é um caso isolado (outras seis instituições estão no mesmo estado).
Somente na tarde de ontem o reitor procurou os alunos para negociar a desocupação da reitoria. Eis a proposta indecente: caso desocupássemos, seria feito um ciclo de debates entre o ConsUni e a comunidade acadêmica sobre o REUNI. Depois de ter conseguido a aprovação, de forma autoritária e sem diálogo nenhum com os alunos, ele propõe o debate? Temos caras de palhaços?
Ele entrou, então, com um mandato judicial de reitegração de posse, dando prazo máximo a até amanhã as 9:00.
***O que nós queríamos era sermos ouvidos, pois somente uma cadeira do conselho é reservada ao representante dos alunos. Queríamos debater algo que vai mudar, se não o nosso, o destino de milhares de estudantes. O destino da educação superior brasileira. Será que é muito os principais afetados entrarem na discussão?
Eles nos querem como massa de manobra ou animais adestrados. Fazemos o que querem a troco de rações ou balinhas e eles ficam felizes.
Para se ter uma idéia, nove cursos já existentes e que têm uma base matemática extremamente densa terão um aumento de 135 vagas/ano (37,5% a mais que as atuais 360 vagas/ano). Além disso, serão abertos mais três cursos que envolvem matemática no campus São Carlos, mais 300 vagas/ano. Somando tudo, temos 435 vagas/ano a mais. Entretanto, nos próximos quatro anos apenas 8 professores serão contratados pelo Departamento de Matemática. Isso sem contar os cursos como o de Ciências Sociais, que aumentará das atuais 50 vagas/ano para 90 vagas/ano. Garantir a mesma qualidade de ensino atual com no máximo 20% de aumento de verbas é, no mínimo, ridículo.
Abrindo um pouco mais a discussão, está previsto no projeto R$ 3000,00 para as Bolsas de Assistência Estudantil. Fazendo as contas, estarão disponíveis uma média de cerca de R$ 375,00 por mês para bolsas de alimentação, moradia, auxílio, etc. Tomando como base o valor da bolsa atividade, R$ 126,00, esse dinheiro daria para 2,98 bolsa atividade/mês. Perto das novas 992 vagas/ano soa como piada. Se um dos objetivos de novas vagas é a inclusão de faixas mais carentes da nossa sociedade, porquê se disponibilizará tão pouco à Assistência Estudantil?
Nós somos a favor do aumento de vagas, da inclusão social, enfim, de tudo que faça o país avançar e ser um pouco menos desigual. Para isso, deve-se crescer com qualidade, de forma racional. Não é isso o que o REUNI parece ter em vista. Parece que estão muito mais preocupados em gerar números para os investidores estrangeiros do que na educação em si.
Quem paga o preço disso somos nós, que nos tornaremos diplomados em coisa alguma para disputar vagas de grandes empresas a salários mais baixos. Enquanto isso, a educação superior pública vai traçando a mesma sina da educação pública paulista: classes abarrotadas, professores insuficientes, queda no ensino, aprovação garantida.

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REUNI? Não!

Publicado por EPTV 07 em 23 de Outubro de 2007, Terça-feira

Acabei de chegar da reunião entre os alunos que houve na reitoria da Federal. O motivo foi a tentativa de aprovação, por meios nada democráticos, da adesão ao REUNI. Acontece que o reitor quer porque quer que a adesão seja aprovada para que sua carreira política seja alavancada (parece que ele vai se candidatar a prefeito daqui de Sanca) e para conseguir mais verbas para a universidade.
Bom, mas antes de tudo é necessário explicar o que é o REUNI. REUNI (REforma UNIversitária), é um decreto feito pelo governo federal e pelo MEC para promover uma reforma no ensino superior público.
Acontece que, do jeito que está, o projeto prevê um aumento do número de vagas nas universidades federais sem o devito amparo estrutural. Vamos analisar:
- O projeto prevê um aumento 52% nas vagas das universidades federais e de até 20% no orçamento.
Acontece que, pelo menos aqui na UFSCar, o Restaurante Universitário está na sua capacidade máxima; as moradias estão com sete pessoas por quarto (e muitas pessoas não conseguem bolsa todos os anos); a biblioteca tem poucos livros de matérias muito requisitadas, como por exemplo Cálculo (a maioria dos cursos de exatas fazem Cálculo); alguns departamentos não comportam mais novas turmas; etc…
Com todos esses problemas, é impossível conseguir cobri-los com no máximo 20% de aumento na verba. Aliás, esses 20% dependem do tanto de verba que será repassada ao MEC e do MEC às universidades. Em outras palavras, nem 0,5% de aumento está garantido.

- O projeto prevê um aumento da média de alunos por professor dos 11 alunos/professor atuais para 18 alunos/professor.
Mais uma vez, se o aumento não cobre nem a expansão física, como dará para contratar novos professores, em regime exclusivo, como acontece aqui na Federal? Impossível.
Mas para isso o projeto prevê, também, a utilização dos alunos de pós-graduação como professores. Não que eles sejam ruins, mas eles ainda não têm experiência.
E ainda, como o número de alunos/professor aumentaria, os professores teríam que dedicar mais atenção do seu tempo aos alunos, correções de prova, etc. ao invés de se concentrarem em pesquisa, em geração de ciência, e pesquisa é um dos pilares que fazem o ensino superior público tão bom quanto é hoje.

- O projeto exige pelo menos 90% de aprovação para que a verba seja enviada.
Acontece que, com todo esse sucateamento, 90% de aprovação seria um índice extremamente alto a ser conseguido. Mas como o que vale é o dinheiro, fatalmente os alunos passariam nas matérias mesmo que soubessem pouco ou nada.

- O projeto exige também que se abram novos cursos presenciais.
Acontece que alguns cursos que serão abertos são extremamente específicos e direcionados a suprir o mercado, não dão retorno à sociedade. Já outros são muito vagos e formam profissionais que não terão um sindicato específico para recorrer.
Resultado: empresas felizes e excesso de diplomados sem futuro certo.

É necessário, é óbvio, que se aumente o número de vagas em universidades públicas para que mais pessoas tenham acessso ao ensino superior de qualidade. No entanto, deve-se dar bases para que esse crescimento garanta essa qualidade. É justamente nisso que o REUNI falha (grosseiramente).
Bom, são por essas e outras, que eu apóio a ocupação da reitoria pelos alunos por tempo indetermidado para que se revogue a entrada da UFSCar no REUNI. Mas deixo claro que a decisão foi acertada única e exclusivamente por nós, alunos, sem nenhuma influência de partidos ou correntes políticas. O movimento é independente. Digo isso porque participei da votação.

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Projeto de jogo educativo

Publicado por EPTV 07 em 4 de Outubro de 2007, Quinta-feira

Novidades vêm por aí. Meu grupo de Sociologia está montando um projeto que, no que depender de mim, irá de vento em popa.
Ele é simples: um riddle destinado a alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental sobre História do Brasil. Para quem não sabe, riddle são jogos de enigmas feitos em páginas da internet, onde a resposta é colocada no fim do endereço do site. Se for certa, uma nova página, com um novo enigma será aberta. Para conhecer mais, sugiro que veja o verbete sobre riddle no Wikipédia ou experimente jogar o Doubt, o primeiro brasileiro.
A idéia do jogo em si não é nova. No entanto, o motivo pelo qual estou empolgado é que, pelo formato do jogo ser bem simples e maleável, ele abre um sem-número de opções e horizontes. No nosso caso, tendo como tema História do Brasil nós podemos ensinar (porque não) os jogadores/alunos a entender os comos e porquês que levaram nosso país a ser o que é hoje, seja isso bom ou ruim. Além disso, podemos embutir o espírito crítico que falta principalmente aos alunos da rede pública de ensino. Não que o nosso projeto seja o salvador da pátria, longe disso, mas é que se a idéia for disseminada, este será um recurso lúdico a mais à disposição dos professores.
E outra, já que esse estilo de jogo necessita de se fazer muita pesquisa, como conseqüência certamente veremos os alunos ficarem estimulados a pesquisar e analisar criticamente os resultados obtidos, o que ajudaria muito no processo de estudo de qualquer matéria. Para os que não conhecem ou não são familiarizados com o computador e a internet, outro aspecto positivo seria quebrar essa barreira, pois sendo estimulados de forma lúdica, os medos são minimizados e o aprendizado maximizado.
Para os professores, como já disse, a fórmula é bem maleável. Isso quer dizer que montar um jogo desses é simples e, o melhor, pode ser aplicado a todas as disciplinas (pelo menos não achei até agora nenhuma que ficasse de fora). Por isso, está prevista uma área onde serão disponibilizados um tutorial sobre como montar, com dicas de temas e um modelo.
Bom, é isso. Assim que tiver mais detalhes, pois o projeto ainda não saiu do papel, posto aqui. Espero que alguém leia isso, se empolgue com a idéia, dissemine-a e comece a criar o seu próprio. Até mais!

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Olha mãe, sem as provas!

Publicado por EPTV 07 em 3 de Agosto de 2007, Sexta-Feira

É incrível como as universidades particulares estão cada vez mais sinceras! Hoje vi um folheto onde se lia “Saia do Convencional – Conquiste sua vaga sem prova”. Após a surpresa, abri o folheto, onde era informado que o aluno só precisa mostrar o histórico escolar (e fazer uma redação), histórico acadêmico ou o desempenho do ENEM para ter sua vaga garantida.
Ok, o vestibular não avalia corretamente o aluno, assim como qualquer prova. Na hora do dito cujo se sai melhor quem teve um ensino melhor, obviamente, mas a questão do nervosismo atrapalha e muito.
Umas das saídas propostas são essas de avaliação do histórico. No entanto, sabemos muito bem que na maior parte das universidades particulares o que vale é ter o aluno lá dentro, pagando mensalidades e DP’s. Sabemos, também, que esses vestibulares são fracos. Isso quando, não raras vezes, numa bela manhã do início de algum semestre o seu telefone toca e te avisam que você passou (mesmo não tendo feito prova alguma).
Essa campanha reflete bem a realidade da mentalidade de universidades ruins, a de que o importante é ter o diploma, o título. E para isso, quanto menos obstáculos, melhor. Não adianta nada vomitar diplomados no mercado de trabalho! É por isso que volta e meia aparecem físicos, administradores, biólogos, etc. nos jornais ou programas sensacionalistas de fim de tarde se lamentando em ser ambulante mesmo com o título adquirido. Esse é também um dos fatores do crescimento pífio que o Brasil vem tendo, perdendo várias chances de ter empresas fortes e investimentos por conta da baixa qualificação do brasileiro.
Basta! Você quer ser mais um trouxa diplomado? Chega de passividade! A educação básica e fundamental brasileira já é uma merda, é preciso a superior ir para o mesmo caminho pro Brasil acordar?
***Para entrar na página do processo seletivo clique aqui ou na imagem.
Para entrar na página da universidade clique aqui.

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