Confissões de Computeiro

Um quase-diário de um quase-louco.

Arquivo da categoria ‘Cedral’

O dia em que o Speedy chegou

Publicado por EPTV 07 em 26 de Fevereiro de 2009, Quinta-feira

Eram quase oito da manhã de uma quarta-feira de cinzas. Todo mundo acordando – eu sem ter dormido – e tomando café da manhã. De repente toca o telefone, minha mãe atende:

- Alô?
- Regina.
- Não.
- Que bom! (Tô com sono e você me liga pra isso?)
- Tá bom.
- Tá, se eu quiser depois eu te ligo.
- Obrigada, tchau.

Foi assim que chegou o Speedy em Cedral, por telefone. O filho de uma amiga da minha mãe virou representante aqui na prodigiosa cidade e ela tratou de fazer a propaganda boca-a-boca. O filé mignon da publicidade!

Em tempo: O serviço era prometido para meados de 2006.

Enviado em Cedral | Tagged: , , | 4 Comentários »

Né, Beethoven?! Hã???

Publicado por EPTV 07 em 12 de Fevereiro de 2009, Quinta-feira

Quinta-feira à noite, nada pra fazer, uma chuvinha sonolenta caindo. De repente a Larissa liga aqui em casa avisando que viria pra cá pra fazermos nada juntos. Conversa vai, conversa vem e eis que a dita cuja nos brinda com a seguinte pérola:

“Nossa, eu vi essa semana no Fantástico, vocês não acreditam. Um moleque de oito anos, ouve uma música dessas clássicas uma vez e toca igualzinho. Ou, o moleque é o Beethoven!

Ah, se o Beethoven escuta uma dessas…

P.S.: Quem tinha ouvido absoluto era o Mozart.

Enviado em Cedral, causos | Tagged: | Deixar um comentário »

Da série: Só Rindo

Publicado por EPTV 07 em 30 de Dezembro de 2008, Terça-feira

Durante todo o ano o pessoal da rep. veio me mudando para eu ficar com menos cara de nerd. Não vou negar, a bagaça deu algum resultado. Agora falta engordar, o que se resolve comendo mais… ou fazendo exercícios, o que significa ir para a academia (e que leva a comer mais). Fato é que sempre odiei coisas que se repetem mas a pressão deles, do espelho, das fotos e vídeos é grande. A gota d’água foi quando minha mãe deu uma daquelas deixas que te deixam sem resposta: “Porquê você não vai na academia?”*. Me rendi.
Leia o resto deste post »

Enviado em Cedral, causos, férias | Tagged: | 1 Comentário »

Cedral, exatamente

Publicado por EPTV 07 em 25 de Novembro de 2008, Terça-feira

Acabo de descobrir nas profundezas da internet o cartograma do IBGE sobre os Censos 2007. Sim, agora posso falar em alto, bom som e completa convicção que Cedral tem exatos 7.607 habitantes! (Tá, sem eu e minha irmã são 7.605, mas isso é um mero detalhe)
Além disso, descobri que Cedral, a prima costeira do Maranhão, é maior que a minha Cedral. São 9.841 cedralenses que desfrutam as dunas e praias maranhenses. E eu tinha que morar no interiorrrrrrrrrrrr viu.
O que isso quer dizer? Isso mesmo, nada. Mas dá pra começar uma conversa de boteco pelo menos…

P.S.: Eu ainda acho que contaram a mais.

Enviado em Cedral, internet | 1 Comentário »

"Eu sei onde é…"

Publicado por EPTV 07 em 26 de Março de 2008, Quarta-feira

Estava eu ontem, belo e ditoso, jantando no RU e conhecendo uma garota da Bio. Conversa vai, conversa vem e ela me fez a clássica pergunta “De que cidade você é?”. Disse que sou de Cedral e já puxei respiração para emendar um “Você conhece Rio Preto? É vizinha, 15km antes…”. Mas não, a dita cuja tem parentes em Cedral!
- Eu sei onde é, tenho parentes lá, já fui lá também… Há uns dez anos.
E eu que achava que Cedral é como o Acre ou a Terra do Nunca, em que só os habitantes sabem onde fica. Fui achar esse ser logo aqui, numa janta e no RU!!!
Pronto, não aposto mais na mega sena, gastei minha sorte já.

Enviado em Cedral, causos | Deixar um comentário »

Desventuras em série

Publicado por EPTV 07 em 14 de Janeiro de 2008, Segunda-feira

Segunda-feira de prova da segunda fase da Unibambi é assim: “Paulo Fernando, vamos comigo levar sua irmã, a Larissa e o Valdecir em Rio Preto fazer a prova!”. Ok, ok, se o estupro é inevitável arreganhe as pernas e curta o momento. E lá fomos nós, o fuscão e o tempo de chuva.
Já na ida minha mãe e eu tivemos um aperitivo do que estava por vir. Em alguns pontos da rodovia já tinha chovido ou estava na iminência de, mas em outros (e justo quando caminhões ultrapassavam) era como se estivéssemos no famigerado Grande Prêmio “Safety Car” do Japão do ano passado, nos guiávamos pela nuvem de água do veículo da frente. Mas chegamos em Rio Preto (ufa) e deixamos os pimpolhos (êêêê).
A alegria acabou aí mesmo. O céu, que estava preto quando saímos, resolveu descer e deixar tudo cinza. Se na ida não víamos à frente, na volta sequer os lados se reconheciam. Vinha água pela frente, água pela janela, um caminhão legal passava e mais água entrava no fuzuê. Tudo virou mancha.
- O que é aquela mancha ali na frente?
- Caminhão mãe.
- E essa aí do lado?
- Motoqueiro parado embaixo do viaduto.
- Vixe, cadê a faixa? Me guia aí Nando.
Após uns 5 quilômetros paramos – eu já quase co-piloto de ralí. Nessas horas é que a gente percebe todo o sadismo e sacanagem dos caminhoneiros. Tinha a pista inteirinha sem uma poça sequer para eles andarem com o caminhão, pois passavam bem colados ao acostamento, de preferência bem em cima daquela puta poça do desnível. A essa altura eu estava segurando a alavanca do pisca-alerta (se deixasse solto parava de funcionar) com a carona virada para a janela, que estava aberta para desembaçar os vidros. Resultado: banho nele!
Assim que maneirou o pé d’àgua voltamos à pista. Pois foi botar as rodas nela e para engrossar de vez. Mas seguimos firmes e fortes, o fuscão dando conta do recado como só ele. Enfim Cedral, enfim casa. Não fosse a vicinal que liga a cidade à Washington Luis estar alagada em dois pontos estaríamos sim, enfim, em casa. Ainda tivemos alguns minutos de profundo tédio entremeado aos “Nossa, que chuva hein…” e “Pelo menos em um ponto estamos iguais a São Paulo…” antes de tentar a travessia. O quê era aquilo?! Entrava água por todos os cantos, o assoalho ficou encharcado.
Agora já estamos em casa (não diga?) sãos e salvos, para alegria geral da nação. Já a chuva, vê se ela para??? O jeito é me render ao sofá, ao café, ao cobertor e a algum filme (tô até pensando no caso da Sessão da Tarde).

Enviado em Cedral, divagações, férias | Deixar um comentário »

Menos pior

Publicado por EPTV 07 em 31 de Dezembro de 2007, Segunda-feira

Toda vez que volto para Cedral uma coisa me martela os pensamentos, é um trecho de uma música do Franz Ferdinand, This Fire (This fire is out of control, I’m going to burn this city, burn this city). Melhor trecho não há para descrever esse fim de mundo. Nada, absolutamente, acontece aqui. Quer sair no sábado a noite? Avenida neles e só (com direito a faixa etária média de 14 anos).
No entanto, deve ter acontecido alguma coisa de muito estranha por aqui nesses últimos tempos. Sexta passada o Batom na Cueca (sic) fez show (de graça!) na praça, ontem teve baile no grandioso Clube dos 21 e, ao mesmo tempo, baile do lado de fora, na avenida, com uma banda de Florianópolis (!). Tá ficando movimentado! Não que seja uma coisa que se diga “Olha, que cidade movimentada! Como tem eventos…”, mas está melhor do que o habitual.
Além disso, tem muita gente que eu nunca vi (sim, quando se trata de Cedral, conhecer ou não quem mora é importante). É que durante as férias vem muita gente de São Paulo. Não sei o que vêem de graça em passar por congestionamento, 300 pedágios e uma viagem de 6 horas pra ficar aqui, depois falam que paulistano gosta de sofrer e eles acham ruim… Para terminar a muvuca, outros tantos vêm de cidades vizinhas também.
Mesmo assim, está menos pior. E tem gente ainda que tem a pachorra de me perguntar “Mas se tem a UNIRP aqui que tem Ciência da Computação, porque você foi pra São Carlos?”. É aí que eu tenho a certeza infeliz de que estou aqui mesmo.

***

UPDATE: A virada de ano foi marcada pelo show da banda Cidade, daqui mesmo. Uma obra-prima digna de DVD no Maracanã!

Enviado em Cedral | 1 Comentário »

Até ber-muda, já Cedral…

Publicado por EPTV 07 em 19 de Dezembro de 2007, Quarta-feira

Estou de volta à minha grandiosa cidade, Cedral. É incrível, não muda nada nessa jossa. As locadoras estão repletas de todos os mesmos filmes de uns dois meses atrás – os do Vin Diesel são os de maior sucesso -, os cidadãos continuam teimando em andar na rua, a avenida mantém a média de faixa etária entre os 12 e 16 anos de costume, etc.
Bom, para não falar que sou radical demais, na verdade algumas coisas mudaram sim. A cidade está toda decorada com motivos natalinos feitos com materiais recicláveis (dizem que é pelo aquecimento global e por ser ecologicamente correto, meu palpite é falta de verba mesmo).
Nos postes vemos bolas feitas de fundos de garrafas PET, com uma lâmpada no interior e um singelo lacinho por fora. Em frente ao Paço Municipal, anjinhos feitos de fundos de garrafas PET dão as boas-vindas aos transeuntes. Mas a atração mesmo fica por conta da praça e do canteiro em forma de triângulo, ao lado do antigo Paço Municipal. Lá estão velas, agrupadas de três em três e feitas de (oh) fundos de garrafas PET.
A Naiara jura que são pipizinhos e que os criadores estão deturpando a cabecinha das criancinhas cedralenses com essa mensagem subliminar. É uma hipótese a se considerar, no entanto, não acho que esse seja o maior dos perigos que uma criancinha cedralense deva temer. Se bobear elas têm mais malícia do que muito marmanjo que já foi pra sumpáulo viu. Aliás, em termos de malícia e coisas erradas, Cedral dá um baile!

Enviado em Cedral | Deixar um comentário »

Pronto, falei

Publicado por EPTV 07 em 14 de Outubro de 2007, Domingo

Pois é, há momentos que são extremamente controversos. As alegrias ansiosa de uma volta pra casa e sinestésica de um show, seguido de um autógrafo, de Pepeu Gomes se resumem a ironias sádicas perto de uma espera cega, surda e muda posterior. Nada ameniza. O telefone não toca, o computador não dá nenhum toque de alerta. A cada tique-taque a ponte aérea sala-computador se torna cada vez mais penosa, o tempo se vai e no final ganha-se o não dito e não feito. O corpo até sai, tenta se divertir. A cabeça não, continua na incessante espera, não tem mais harmonia com o corpo, com o mundo. Fica lá, apenas fica, matuta as razões. Tenta inutilmente encontrar um senso para um mal que não é dela e não é racional.
O prazer de dirigir, de ficar com a família e da volta nostálgica se perdem na gelidez de uma conversa meio sem jeito, num “será que chove?” mútuo. Por quê? Por que as coisas às vezes preferem seguir um curso incompreensível, penumbrento? Parece que a seca de repente atingiu a mim também.

Enviado em Cedral, divagações | Deixar um comentário »

Aventuras em Cedral

Publicado por EPTV 07 em 9 de Julho de 2007, Segunda-feira

Hoje começaram minhas aulas de auto-escola.
Eu não acreditava tanto mas hoje tive que reconhecer: as pessoas cedralenses não sabem a diferença entre calçada e rua. Isso sem contar o homem de uns trinta anos, com uma pipa nas costas (!), que me fechou de bicicleta! Tenho certeza que tinha cortante na linha.
Não contente com esses acontecimentos, estava eu, belo e ditoso, fazendo o percurso no centro da cidade quando encosta do meu lado nada mais, nada menos que a Catherine. A história da gente é antiga e muito longa, mas basicamente eu fiquei (e fico) enchendo o saco dela enquanto ela fazia aula de auto-escola. Tiro sarro, também, no curso dela. Arquitetura: nem Decoração, nem Engenharia. Daí o apelido que eu pus nela, Nem. Pois bem, vocês, ilustres visitantes, acham que isso ia sair barato? Nem a pau, Juvenal! Deixo registrado aqui, para ciência de todos e alegria geral da nação, que fui caçoado, humilhado e martirizado em praça pública! Ok, ok, quase não tinha gente na rua mas tiração de sarro é tiração de sarro. Placar: Cath 1 x 0 Nando.
Frase do dia: a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

Enviado em Cedral, causos | 1 Comentário »