Confissões de Computeiro

Um quase-diário de um quase-louco.

Olha a venda aí, gente!

Publicado por EPTV 07 em 8 de Julho de 2009, Quarta-feira

A pseudo-reforma (porque reforma mesmo não se faz assim, sem alterar as bases) eleitoral foi aprovada hoje na Câmara. Ela é boa? Definitivamente não! Veja isso:

Um bloco desses destaques, entretanto, foi derrubado sem nem entrar em votação. Entre as disposições derrubadas, havia o teto para campanha eleitoral, a revelação da origem dos recursos de campanha do partido, a divulgação de informações a existência de algum processo do candidato correndo na Justiça e o limite para a contratação de cabos eleitorais.

Traduzindo: sem limite para gastos com campanha, sem informação de quem doou, sem informação sobre candidatos com rabo preso na Justiça e sem limite de cabos eleitorais!
Isso é um RETROCESSO, prova definitiva da intenção, pelo menos por parte dos deputados, fraudulenta dos futuros candidatos. Fizeram isso por baixo do pano, numa atitude oportunista, aproveitando o momento em que todos os holofotes estão no Sarney e nas manobras políticas do Lula/PT em apoiá-lo.
Não bastasse isso, a pseudo-reforma submete a internet às mesmas leis aplicadas à televisão. Analizando isso só pela natureza das duas mídias não é difícil concluir a besteira da pretensão desse texto de lei. Tratar a internet com a visão engessada do século passado é besteira.
NÃO À MORDAÇA E À DESINFORMAÇÃO!

Ainda na matéria da Folha, pode-se deparar com o seguinte trecho:

Após 35 anos de atividades parlamentares, o deputado afirma que não vai ser difícil se adaptar à campanha pela internet, e afirmou que pretende “twittar” [usar a rede de relacionamentos sociais Twitter]. “Já estou mandando fazer minha página e vou atualizar de acordo com o lugar em que eu estiver. A gente vai se adaptando.”

Alguém, por bondade, avise esse ser que o Twitter serve para comunicação direta entre as pessoas? Mandar fazer é coisa do século passado, fabricado demais. Os usuários dessa ferramenta não são otários.

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